Então, sábado 7 h. já estávamos embarcados no Lampejo, iniciando toda a arrumação, tralha, rancho (comida/bebida), gelo, 'etcteras' ...
Aliás, o 'rancho' é um capítulo à parte, já que a Maria preparou comida para invernar e não para um fim de semana apenas.....
Barco pronto, zarpamos com Vela Mestra em cima e Yanmar ligado, bote no convés, uma pequena brisa, céu absolutamente azul, um Sol maravilhoso. E assim fomos saindo vagarosamente da nossa enseada com destino Ilha Anchieta.
Tivemos que ligar o motor novamente, porque o vento miou de vez....e já que estávamos motorando, passamos pela Ilha Anchieta e fomos direto ao Saco da Ribeira onde estava o Christian e seu novo brinquedo, SAFO, futuramente, BACO, um Multichine 28. Nos falamos pelo rádio VHF e jogamos 'ferro' ao seu lado para um breve bate papo , 'molhando a palavra' com algumas cervejinhas...
Ele veio conhecer o Lampejo, ficamos num agradável papo de popa e depois zarpamos novamente para velejar/motorar até a Anchieta, local escolhido para pernoitar.
Chegamos ao nosso destino, passando por diversos veleiros colorindo o azul do mar, jogamos ferro defronte o outrora 'Presídio Anchieta', hoje sede do Parque Anchieta, porém, em razão da pandemia, não pudemos descer...eu já estive lá algumas vezes, mas a Maria ainda não conhece. Fica prá próxima vez.... jantamos uns 'enrolados', dei uma cachimbada, e desfrutamos daquela paz.
Noite tranquila, balançando um pouquinho mais que o normal, a previsão era de algum vento para tarde, o que se confirmou, nos permitindo uma bela velejada.
Fim da tarde nos dirigimos novamente ao mesmo local onde fundeamos com 5 metros de profundidade, jogando 11 metros de corrente mais 15 metros de cabo. Unhou super bem e dormimos tranquilos, dessa vez sem balanço.
Segunda cedo, dia de voltar ao nosso quintal encantado, Itaguá, apareceu uma brisa, um 'terral' e decidimos 'suspender' por volta de 10.30 h. e iniciar nossa volta.
De repente, um susto: o parafuso que prende a trava que liga a escota da Mestra na retranca se soltou e ficou por não mais que 1 cm para cair. Se fosse durante a velejada de domingo, já pensou?? Poderia até arrebentar os brandais, pois a retranca iria se soltar com violência. às vezes nossa vida depende de uma pecinha, um parafuso, uma cupilha....Isso é 'barco parado', sem uso. Foi só colocar outro parafuso e resolveu.
No través das Toninhas, merrecou o vento e azeitou o mar. Terminamos a travessia com vento de porão mesmo!! Nosso bravo Yanmar nos levou em segurança prá casa, onde chegamos 2;15 após suspender o ferro.
Chegamos na poita 12:30 h. Maria desembarcou e eu fiquei para mais um pernoite, para no dia seguinte arrumar tudo e deixar o Lampejo em ordem.
Verifiquei um vazamento de água nas conexões de mangueira do pressurizador. Gastei quase o dia todo fazendo testes com o tanque inox, fecha aqui, libera lá e cheguei à conclusão que o problema era esse. Soltei as conexões e recoloquei com teflon. Vamos ver se acho água no porão de novo....
E, num Lampejo, voltaremos!!!







Dia sensacional... Muito obrigado pelo papo de popa, Stark. A próxima será na popa do baco. Abs
ResponderExcluirChristian, não demora o Baco e o Lampejo estarão lado a lado velejando por Ubatuba!! Já pensou que legal??
ExcluirDepois é claro, vamos de papo de popa 'molhando a palavra', afinal velejar dá uma sede.....
Abraço!!