PROPOSTA EM UM 'LAMPEJO'

Este Blog tem por finalidade servir como um "Diário de Bordo" do Veleiro Lampejo. Passeios, viagens, velejadas, manutenções e dicas a respeito do barco, um DELTA 26 e sobre a região do Litoral Norte/SP, Paraty, Angra dos Reis, Ilha Grande e Rio de Janeiro.
Assim como no blog anterior veleirogaipava.blogspot.com.br , durante 10 anos, espero que este sirva de estímulo às pessoas que desejam entrar nesse maravilhoso mundo da Vela de Cruzeiro.
Uma ressalva: 'O ministério da Saúde adverte: velejar causa dependência!!'
BONS VENTOS!!

sexta-feira, 25 de junho de 2021

VELEJADA DE SÃO JOÃO

 



Caros Tripulantes: o Inverno chegou e eu fui dar uma velejadinha doméstica zarpando na quinta 24/junho, dia de São João. Prá isso, usei o taxiboat e levei alguns sanduíches já que a ideia era pernoite a bordo. Dia de sol e ventos inconstantes, lá fui eu zarpando 11:15 h. com mestra em cima e Yanmar trabalhando a contento. Logo desliguei e abri a genoa deslizando suavemente com algumas marolas pela proa e às vezes boiando sem vento. E assim fiquei indo e voltando, o Lampejo se comportou super bem e recolhi às 15:30h. na poita a motor prá carregar as baterias.Depois ainda ajudei a Maria do Gian a colocar um motor de 15 hp e uns 50 kg na popa do O'Day Atol das Rocas que tem nova dona. Estou com os braços doendo até agora , mas a Maria merece ajuda. Não tem tempo ruim!!

Então fui dormir ou tentar depois de um Dorflex e um Dramin.








O pernoite foi lindo com a Lua iluminando nossa enseada.

 Hoje sexta 25, comecei a arrumação prá deixar o Lampejo direitinho prá próxima.

Navegamos 8 milhas náuticas com ventos fracos de Leste.

E, num Lampejo voltaremos!!



 Porta do gás e suporte do motor envernizados!!

 

domingo, 13 de junho de 2021

TESTANDO MOTOR 1,2,3!!

 


Caros tripulantes: ontem, sábado 12 de junho, fui namorar meu barco. Que Dona maria não leia isto!! Antes porém, mandei um buquê de rosas prá ela, já que não sou bobo nem nada!!

Peguei o taxiboat com a Maria do Gian e chegando no Lampejo, fui conectar as mangueiras da pia e da torneira antes de tudo. Feito isso, liguei ambas baterias, painel da mesa de navegação e girei a chave (que eu instalei!!) no painel do motor e ligou direitinho. Já tava com saudades desse barulhinho. Deixei funcionando uns 15 minuttos, desliguei no botão e repeti essa operação algumas vezes. Tudo funcionou direitinho.

Agora, esperar o Luiz Dutra para começar a mexer nas baterias, painel, GPS, placa solar, luzes, etc....

E, num Lampejo voltaremos!! Velejando!!!!

terça-feira, 8 de junho de 2021

REVISÃO MOTOR E ELÉTRICA

 Caros tripulantes, iniciei uma revisão no motor e na parte elétrica do Lampejo, com as indicações do Tio Spinelli. Rafael, para ver o relê do motor que eu pensava estar com defeito. Ele veio a bordo, fez alguns testes e levou o relê para oficina dele onde constatou não haver nenhum problema. Voltou e recolocou no lugar. 


Relê Yanmar

Rafael verificando tudo


Aproveitei o dia de sol lixei e envernizei o suporte do motor de popa e a portinha do bujão de gás.Depois mostro o resultado.

Isso foi na semana passada. Ontem veio o Luiz Dutra, ver a parte elétrica do lampejo e de cara localizou um fio que vinha do painel até o relê e que às vezes não dava contato. Retirou e colocou outro resolvendo o problema. Aí, seguindo suas orientações, vamos dar um 'up grade' no banco de baterias, painel da mesa de navegação, instalar o ChartPlotter Lowrance e o painel solar, entre outras pequenas melhorias. 

Luiz Dutra trabalhando no painel do motor

Ninho de cobra no painel de navegação

Fio branco no lugar do fio 'entupido'


Fio novo instalado

 

 

Faremos também a troca dos cabos de aço do acelerador e da transmissão, assim que chegarem.

A cada dia Lampejo melhor!!  

quarta-feira, 5 de maio de 2021

OUTONO NA ALMADA

 Caros tripulantes: mais uma velejada 'solo', aproveitando uma janela favorável nessa época que penso ser a mais desejável para a prática da vela. No outono temos ventos mais constantes, sol brilhando sem cozinhar, temperatura agradável à noite. 

Embarquei no sábado por volta de 12h. e preferi dormir na poita já que havia muita arrumação prá fazer e quem me conhece sabe que só 'largo' com tudo pronto e no seu lugar. Vejo muitos  velejadores zarparem sem velas preparadas, cheio de coisas no cockpit, barco bagunçado..... e vão ajeitando durante o percurso. Costumo dizer que tem 3 maneiras de fazer as coisas: 

1 - a certa , 2 - a errada e 3 - a sua maneira. Alternativa 3 é a praticada. Até porque os procedimentos a bordo devem obedecer uma rotina , principalmente quando se veleja 'solo'. 

Prá começar, troquei a âncora de 5 kg por outra de 10 kg, Bruce. Em setembro de 2020 quando 'garrei' absurdamente na Ilha Anchieta com um vento que entrou de repente e fiquei a noite toda acordado brigando prá não ir parar na praia bem defronte o Presídio Anchieta. Ver postagem de outubro/2020.Daquelas noites prá esquecer. Quando se vê 'a viola em caco'.... mas me safei. Esse procedimento de troca do ferro me levou quase a tarde inteira, mas ficou ótimo. 




Lampejo arrumado, tralha guardada, lanchinho, vinho e cachimbada. Pernoite tranquilo. Dia seguinte, sol, pouco vento, fui me preparando prá zarpar, Yanmar funcionou apesar da troca da ignição que ainda não fiz já que mecânicos têm agendas diferentes das nossas. Mas como motor de veleiro é VELA larguei a poita por volta de 10 h. com destino à Praia da Almada já que ventava SUL . Caso ventasse LESTE iria pernoitar na Ilha Anchieta ou no Flamengo.






Motorei por uns 40 minutos prá carregar as baterias e já com mestra em cima, desliguei o 'vento de porão' , abri a genoa e fui saindo do Itaguá com amuras a BE. Velejada tranquila, muitas lanchas passando perto e fazendo suas marolas gigantes me obrigando a mudar o rumo por instantes para pegá-las pela proa e não ser atingido no costado. Lancheiro é um sujeito a ser estudado. Navega a 30 kt num Yacht de milhões mas passa colado ao veleirinho prá 'pescoçar'.... causando maior tumulto a bordo, fora o risco.

Chegando no Prumirim, fui obrigado a bordejar prá 'fora' já que havia a laje mofina e barcos e pedras não combinam.





Velejei mais uns 15' em seguida retornei ao rumo desejado até a ancoragem na Almada onde cheguei motorando já que haviam mais embarcações de turistas zanzando, kitesurf, Jetsky, Drones, StandUp, nadadores solitários, etc.... Joguei o Ferro por volta de 14:30h., com 4 metros de profundidade, meio longe da praia, já que não iria descer do barco. Abri uma latinha de cerveja, belisquei uns salaminhos e assim relaxei vendo o por do sol.

Logo veio um Drone bisbilhotar enquanto eu organizava o cockpit. Veio tão baixo que quase dava prá pegar.... fiz um tchauzinho e ele se foi....É muita tecnologia prá quem navega como no Século XVI.

Pernoite bem tranquilo. Amanheci no mesmo lugar....kkkk Café da manhã, cachimbo e preparativos prá zarpar.


A ideia era velejar, claro, mas o vento não daria 'às caras' tão cedo. Mar espelhado, resolvi voltar motorando afim de carregar bem as baterias. Já tenho comprado um painel solar e todos os acessórios, mas a pandemia vai atrasar meus planos já que o Kazuo que vai montá-lo já tem 72 aninhos e não quero arriscar nada. 

O plano era passar na Ilha da Selinha ou Rachada como é conhecida, local muito bonito e assim foi feito.Zarpei 10 h. Golfinhos apareciam aos montes alegrando meu dia. E assim retornei ao Itaguá onde cheguei por volta de 13:30 h.










Chegando no Itaguá, nosso 'quintal encantado', sem nenhuma intercorrência, após navegar 24 MN ida/volta. Peguei a poita, organizei tudo, tomei vinho e cerveja. Às vezes até água....E resolvi fazer mais um pernoite em razão do adiantado da hora. Na terça, 04/maio chamei o taxiboat e voltei para casa. 

NOTA TRISTE: no sábado eu notei vários helicópteros e embarcações da Marinha que procuravam algo. Quando cheguei na Almada vi as mensagens de uma lancha de pesca de turismo que havia naufragado na madrugada de sexta feira próximo à Ilha Rapada, bem perto do meu rumo. . 5 pessoas sobreviveram agarradas a um cooler de isopor e foram resgatados por outro barco. Mas um sexto tripulante não teve a mesma sorte e seu corpo foi achado no sábado. Ainda não se sabe o que causou o naufrágio, já que o mar e o tempo estavam ótimos. 

E num Lampejo voltaremos!!!

sexta-feira, 30 de abril de 2021

TROCA DO CABO DA POITA 2021

 

Girador novo sem folga com as correntes e manilhas!!


Caros tripulantes: ano ímpar, mais uma troca do conjunto ferragens/cabo nylon, boia. É a primeira com o Lampejo, já que as outras 3 trocas foi com o Gaipava. Sendo que no ano passado coloquei uma poita de 1.3 Toneladas acorrentada à antiga de 700 kg. Resultado de 2 T. prá segurar o 'sonho' em seu berço. Que assim seja!!

Investimento de R$2.000 para um patrimônio de R$140.000. E sono tranquilo.

Como sempre fiz com o pessoal da Costa Norte.Vieram pontualmente na quinta 29/abril no período da tarde e rapidamente fizemos a troca. 







A troca se deu num 'lampejo'..... kkkk com o perdão do trocadilho já que eles têm muita prática. Um mergulhador desce com cilindro de ar, ferramentas e corta o 'cavirão' que é um arame inox que trava o pino da manilha, aliás são duas correntes com manilhas nas extremidades, que prendem o conjunto à poita que nada mais é que um bloco de concreto usinado. Aí solta o cabo velho e prende o novo já preparado e com boia nova e uma mangueira plástica cobrindo o cabo de nylon prá evitar que as 'cracas' ajam direto no cabo. 








Serviço pronto, em 1 hora. Deu mais trabalho colocar e retirar a voadeira no mar que a execução do serviço. 

Poita do Lampejo que foi lançada em fevereiro 2020.

Reparar que no vídeo o 'girador' está com uma folga de 1,5 cm sendo que na foto mais acima se vê o girador novo sem folga nenhuma. Isso mostra como o material apesar de superdimensionado também sofre, e muito com os impactos das ondas e o vai e vem das marés. 

Primeiro de Maio, dia do trabalho e também de velejar. Estarei a bordo do Lampejo.

Até lá!!