PROPOSTA EM UM 'LAMPEJO'

Este Blog tem por finalidade servir como um "Diário de Bordo" do Veleiro Lampejo. Passeios, viagens, velejadas, manutenções e dicas a respeito do barco, um DELTA 26 e sobre a região do Litoral Norte/SP, Paraty, Angra dos Reis, Ilha Grande e Rio de Janeiro.
Assim como no blog anterior veleirogaipava.blogspot.com.br , durante 10 anos, espero que este sirva de estímulo às pessoas que desejam entrar nesse maravilhoso mundo da Vela de Cruzeiro.
Uma ressalva: 'O ministério da Saúde adverte: velejar causa dependência!!'
BONS VENTOS!!

sábado, 3 de outubro de 2020

RUMO SACO DA RIBEIRA/REVISÃO YANMAR



 Caros Tripulantes, domingo cedo, 27/setembro, fui ao Lampejo para levá-lo ao Saco da Ribeira para realizar uma revisão geral do motor com o Anselmo/Juliano. Fui 'solo', já que demoraria alguns dias.E ao abrir a capa da vela mestra, me deparo com um ninho de andorinha que estava prestes a receber hóspedes. Felizmente, foi antes disso. Mas a natureza se ajeita...








Zarpei do Itaguá motorando com mestra em cima até a Ponta Grossa e logo desliguei o Yanmar e com a Mestra rizada na primeira forra, e Genoa toda aberta, fui numa velejada gostosa até a Ilha Anchieta onde resolvi pernoitar. Decisão errada, já que havia previsão de ventos fortes com rajadas.

Na Anchieta, fundeei a 0,2 MN da linha d'água, longe o suficiente de qualquer enrosco. Preparei a comida, um risoto de frutos do mar que a Maria me mandou, comi tudo e tomei umas latinhas de cerveja. O sol se pôs a Oeste e depois de um dia lindo, uma noite de lua clareando tudo. Por volta de 23:30 h. começou a ventar de rajada e lá se foi o sossego. O Lampejo serpenteava de um lado para outro e começou a 'garrar'. Eu monitorava tudo e era visível que me aproximava da praia do presídio. Em pouco tempo, 0,1 milha já havia sido percorrida. O vento só aumentava.... Comecei a ficar preocupado de fato, então me preparei para o pior. Deixei a Genoa pronta para ser aberta e sair velejando, coloquei meu segundo ferro na proa, pronto para ser jogado ao mar e finalmente liguei o motor no Neutro. 


Como o arrasto persistia, resolvi engatar a marcha devagarinho e saindo num rumo diferente da onde vinha a âncora, desengatei, corri na proa, cacei todo cabo de amarra até chegar na corrente. Amarrei no cunho, voltei ao cockít e dei motor avante de novo, arrastando a âncora para mais longe possível. Só sei que andei bastante, mas percorri pouco, voltando a ficar a 0,2 milhas náuticas da praia. E monitorei até voltar de novo prá perto da praia. Repeti a operação, só que dessa vez fui mais longe ainda, soltei o ferro, dei ré, unhou bem e só aí longe da praia me senti seguro, mas não dormi nada, pois o vento SW roncava sem parar, só dando uma trégua pela manhã.

O Lampejo se comportou muito bem, com tudo funcionando a contento, e pela manhã, fiz café, relaxei um pouco prá noite tensa e em seguida, me dirigi ao Flamengo onde iria esperar o pessoal da mecânica me chamar. 







Zarpei cedinho, aproveitando a calmaria e fui ao Flamengo onde peguei uma poita emprestada por alguns momentos. Logo o Juliano entrou em contato e lá fomos nós até a Marina Timoneiro, onde primeiro nos colocaram numa poita, mas perto do lindo veleiro São Joaquim, disse que iria batee e então nos trocaram para outra poita onde o serviço foi executado.






Barco na poita, veio o Juliano e começou a revisão, trocando diversos ítens e principalmente a conexão em PVC que recebia água da rabeta e trabalhava sob intensa pressão e temperatura. A peça que já estava quebrada dentro da mangueira, pode afundar o barco, bastando que aconteça durante a noite a quebra e a água do mar invadiria o casco. 















A revisão foi executada em dois dias, segunda e terça, com filtro Racor trocado, filtro de água salgada trocado, bomba d'água, rotor, rolamento trocados, correias do motor de arranque e do rotor trocados, reaperto geral, mangueiras trocadas, entre outros. 

O pernoite na poita foi tranquilo, embora o mar estivesse ruim com bastante vento. 









Na quarta feira cedo, após breve café da manhã e um papo de popa agradável com o Ortega que passou por lá,  decidi zarpar rumo Itaguá, com mar liso e sem vento. Yanmar funcionando a contento, lá fui eu com mestra em cima, devagarinho me afastando, passando o boqueirão, passando Ilha Anchieta, Cabras e fui indo a 4 nós de média, chegando no Itaguá após pouco menos de 3 horas de travessia. 

E, num lampejo voltaremos!!!



sexta-feira, 11 de setembro de 2020

LUMINÁRIAS




Luminária do banheiro
Caros Tripulantes: nunca pára!! A faina a bordo é diária. Dessa vez dei atenção especial às luminárias que estavam queimadas e ou com lâmpadas de filamento, daquelas que esquentam até derreter.
Consegui funcionar a do banheiro, a da cabine à BB e a do teto da cabine descobri lâmpadas frias com reator. Essa ainda vou dar especial atenção e fazer a troca por LED.
Ainda vou estudar o que fazer nessa aí. Só não vai ficar assim....



Luminária de BB na antepara da cabine. Lâmpada de filamento queimada e trocada por outra de LED.



Relógio de antepara instalado. Faz uma falta danada e ajuda na navegação demais!! E por fim, mas não menos importante, substituição da capa protetora do painel do motor e do habitáculo do botijão de gás. Ficou CHIC....kkkkk
Ainda restam algumas luminárias para instalar....
Por hoje é só!!
E, num Lampejo voltaremos!!!

sábado, 5 de setembro de 2020

FOGÃO E SUAS MANUTENÇÕES





Caros Tripulantes: dessa vez não teve velejada. Já faz alguns dias que venho cuidando disso, ou seja, fogão, bujão P2, mangueira etc.... É uma pequena novela, mas que tem que ter final feliz, afinal o risco existe e todo cuidado é pouco. Ainda não havia ligado o fogão. Nossas saídas foram a base de sanduiches, tortas, saladas e Todynho pela manhã.
O bujão antigo não quiseram encher de GLP porque estava enferrujado. Não achei ruim. Estava mesmo. Então comprei um usado atualmente em bom estado, só que ele tem um 'pezinho' que aumenta sua altura bastante e aí já começava a preocupar. Comprei uma mangueira nova, não homologada, já que a homologada não vende em metragem superior a 1,20m. Coisas de Brasil. Se comprasse uma outra de borracha, teria que fazer também uma adaptação na conexão, o que achei pior ainda. Comprei também o registro novo com um 'L' para caber no habitáculo. Coube com uma sobra de 0,5cm na altura.


Com o fogão em terra, chamei um técnico que a meu ver fez um serviço bom. Desmontou todo fogão e reapertou todas conexões por onde passa o gás. Deu um reaperto geral nos parafusos e fez o danado funcionar.

Mangueirinha velha pela qual eu puxei a nova.




Hora do café com Bolo.
Hoje cedo levamos tudo de volta ao Lampejo, me obrigando a fazer duas viagens.
Então começamos a faina toda de substituição e recolocação.
Consegui passar a mangueira nova, puxando pela velha que foi conectada com uma união de metal e silvertape.
Aí veio o mais preocupante que foi colocar o registro novo, rosqueando no adaptador e este ao bujão. Ufa!! Deu certo!! 9:30 h já havíamos terminado tudo.
Então fizemos o primeiro café a bordo do Lampejo. Maria não gostou, achou que ficou forte, mas eu achei bom.
Prá não perder a viagem, reforcei o encosto da almofada a BB, instalei um cabinho na tampa do motor para encaixar a escada nos quatro pontos, já que só encaixava em três.
Fiz o Yanmar funcionar um pouco.

Cabinho que me permite encaixar a escada nos 4 pontos.
Depois voltamos prá casa com a sensação de 'missão cumprida'!! Na próxima velejada teremos comida quente!!!!
Até lá!!