PROPOSTA EM UM 'LAMPEJO'

Este Blog tem por finalidade servir como um "Diário de Bordo" do Veleiro Lampejo. Passeios, viagens, velejadas, manutenções e dicas a respeito do barco, um DELTA 26 e sobre a região do Litoral Norte/SP, Paraty, Angra dos Reis, Ilha Grande e Rio de Janeiro.
Assim como no blog anterior veleirogaipava.blogspot.com.br , durante 10 anos, espero que este sirva de estímulo às pessoas que desejam entrar nesse maravilhoso mundo da Vela de Cruzeiro.
Uma ressalva: 'O ministério da Saúde adverte: velejar causa dependência!!'
BONS VENTOS!!

domingo, 11 de abril de 2021

FUI DE TAXI

 Caros tripulantes: como diz a música: 'Fui de Taxi'. Nova fase de menos trabalho e mais conforto, já que o meu Mercury foi furtado e não localizado, então agora me utilizo do Taxiboat do Gian/Vitor. Fica estranho não ter todo aquele trabalho de põe e tira bote e motor, mas boralá.

Ainda fomos rebocando meu botinho laranja que ficará estivado dentro da cabine no camarote de popa mais conhecido como 'salão de jogos'. 

Então fui na sexta 9 de abril para o Lampejo afim de ficar até domingo. Chegando no barco, ja embarquei o bote e murchei ele colocando no salão de jogos. Em seguida comecei a preparar o barco para zarpar e dar uma pequena velejada, largando a poita com ventos de rajadas e motor ligado. De cara entrou uma rajada na hora que soltei os cabos, o que me obrigou a uma manobra mais ríspida com barco adernado e tive que dar avante no motor prá não bater em ninguém. 

O dia prometia.... mas fiz direitinho e logo comecei uma velejada maravilhosa com ventos SE de uns 8 nós mas rajadas bem mais fortes e mar bem grande com ondas de 2 metros. Tanto que abri metade da Genoa e o Lampejo ficou bem equilibrado e velejamos sem sustos.









Haviam ainda dois veleiros de bandeira estrangeira, um monocasco e um catamarã que pernoitaram alguns dias em nossa enseada e zarparam cruzando com o Lampejo. 

Velejei de 12:30 h até as 15 h. retornando para poita já que estava cansado. Noite difícil, balançou muuiiito e dormi bem mal, mas no sábado, dia lindo, vento bom prá velejar, tomei café, cachimbei e preparei tudo para zarpar. Quando fui ligar o Yanmar veio a surpresa... não pegou. O motor de arranque nem deu sinal. Mexe aqui e ali e nada.....restou arrumar a tralha, chamar o Taxiboat e voltar prá casa chateado mas faz parte do show. Agora esperar o retorno do mecânico e agendar uma visita. 


Velejei 7 milhas nauticas.

E, num lampejo voltaremos.

segunda-feira, 5 de abril de 2021

PIRATARIA

 Caros tripulantes: era prá ser mais um dia tranquilo a bordo do Lampejo. Havia chovido muito, tempestade daquelas de meter medo e então, na quinta, primeiro de abril fui cedo ao barco e chegando logo abri os paineiros e para minha surpresa, estavam cheios de água doce, da chuva. Essa água entra pelas saídas do mastro por onde passam as adriças, já que o mastro é passante e aí desce direto ao poceto. Existem algumas manhas para evitar esse problema crônico que com ajuda do Gustavo, estamos estudando qual a melhor.


Aproveitei e fui trocar as amarras da poia, ou espias como também são chamadas. Mais um presente do Gustavo. Vai facilitar bastante!! 



O mar nesse dia estava muito mexido com ventos de 20 nós e rajadas fortes de SW. A maré por volta de 16 h. estava alta demais e seria impossível desembarcar na prainha. Então resolvi pernoitar no Lampejo. Normalmente subo o Mercury e prendo no suporte, mas olhei o estado do mar e resolvi deixá-lo no bote. Jantei, cachimbei, dormi, acordei, urinei pendurado nos estais, deitei de novo e ao acordar por volta de 23:14 h. me deparei com os cabos (2) cortados à faca e o bote inflável e o motor haviam sumido. Nunca havia acontecido antes. 




Minha primeira atitude foi alertar o grupo de Whatsapp e postar no Facebook o ocorrido com fotos. Deu certo, porque o Gian estava acordado e com seu funcionário Vitor veio de carro e começou a correr a encosta e com muita boa vontade, localizou um bote inflável semelhante mas que parecia estar amarrado a um pesqueiro. Ele ia me avisando por Zap até que teve certeza que era meu bote. Chamou a PM que demorava a chegar pois os meliantes seguramente estavam na região. Como a PM não chegava e o bote estava sendo levado pela maré, ele correu no clube Tamoios, pegou seu bote e motor e foi procurar até localizar o Lampejinho.





Mas o motor Mercury 3.3hp já havia sido subtraído pelos amigos do alheio e que infelizmente estão nas imediações, possivelmente dentro de alguma embarcação, já que da terra náo se enxerga o bote à noite.
Fica a lição e o prejuízo. E o sossego que se vai....





quarta-feira, 24 de março de 2021

EQUINÓCIO DE OUTONO

 Caros Tripulantes: velejando solo no Equinócio de Outono, quando o sol incide igualmente nos dois hemisférios até iniciar o inverno quando se dá o Solstício de Inverno. 

Outono prá mim ´a melhor época de velejar, já que os dias são bem quentes mas à noite esfria e o céu fica azul e venta mais constante que no verão. 

Lá fomos nós, à tarde, zarpando na vela, por volta de 15:30 h. com ventos de SE e rajadas. Logo me Acostumei e o Lampejo deslizava num mar sem ondas, numa velejada bem prazerosa. 

O Servo do Adir também apareceu e velejamos, ou melhor, 'terçamos' mastros. Até joguei uma latinha de cerveja que ele apanhou e assim fomos indo. Recolhi à poita por volta de 17:30 h. já que iria pernoitar ali. Lanchinho, preparado pela Maria, cachimbo e cervejinhas. 






Dia seguinte, terça 23/03 zarpei solo de novo 10:30 h. somente na vela e Yanmar ligado. Sensação boa, vento moderado, contornei por BB o veleiro Itaguá do Toninho e fui indo até safar de todos os barcos. 

Vento era de 7/8 nós, de NE, constante, mar liso, dia lindo, quente e fui com destino à praia do Alto, lugar que já havia fundeado com o Gaipava. Chegando mais perto, enrolei a Genoa, Mestra em cima, liguei o motor e fui motorando até jogar o ferro com 6 metros de profundidade. 




Aí almocei torta e ovo cozido e uma latinha de cerveja e fiquei até 13:30. Antes dei um mergulho prá refrescar mas o vento tava bom e apareceram outros veleiros 'na raia'. Eram Digo, Bailong e um que nunca tinha visto, o Tarumã. Trocamos comprimentos apenas. 





Avistei um bando de 'Toninhas' aqueles golfinhos pequeninos e ágeis demais. Logo sumiram no azul profundo. 

Retornei à poita por volta de 16:10 h. cansado mas feliz. Velejada transcorreu sem problemas. Voltei motorando após ter velejado bastante. Navegamos 20 MN aproximadamente. 


E, num Lampejo voltaremos!! XÔ PANDEMIA!! DEUS CUIDE DE TODOS NÓS!! 

terça-feira, 2 de março de 2021

TRILHO/GARLINDÉU GAMBIARRA DEFINITIVA

 


Nova forma de estivar adriça

Trilho fechado

Defletor de Radar Instalado

Abertura por onde entram e saem os slides da vela

Caros tripulantes: segunda feira foi dia de trabalho. Voltei ao Lampejo para resolver de vez uma questão. Sempre que eu desci a mestra, os slides saíam pelo vão do trilho, próprio para isso.Só que ao subir a vela de novo, os slides escapavam e tinha que ir ao mastro para recolocar no lugar e caçar a adriça de lá, o que era ruim de fazer, inclusive se precisasse subir a vela rapidamente.

A solução era limitar, diminuir a abertura, o 'slot' o que foi feito. Antes porém, fiz uma tentativa com um parafuso/borboleta colocado antes do slot, mas o conjunto todo ficava muito acima da retranca, dificultando o fechamento do 'lazyjack'.

Então, cortei um pedaço de tala de vela e simplesmente colei do lado esquerdo do slot. Aí no lado direito, furei com furadeira e parafusei com um parafuso de rosca soberba outro pequeno perfil de alumínio, deixando a outra ponta livre para se precisar, titar a vela e os slides por lá. Apenas colei com uma fita xingling evitando que se mova caso o parafuso afrouxe. Resultado ficou bom, funcional, posso subir e descer a vela mestra e guardá-la sem problemas, fazendo isso do cockpit. 

Lampejo cada dia melhor!!

Aguardando a chuva para ver a manutencão no top funcionar. 

Até a próxima!!

Proteção usada nas entradas de adriças no mastro para evitar entrada de água. Será providenciado.


domingo, 28 de fevereiro de 2021

TOP DO MASTRO/MANUTENÇÃO

 
















Caros tripulantes: depois de um ano, resolvi mexer no mastro, coisa que me assustava um pouco. Ele é novo, foi colocado pelo antigo dono, mas teimava em deixar água de chuva entrar. Era preciso descobrir por onde. 
Eu já poderia ter chamado o Peca, o marinheiro aí nas fotos, mas fui adiando em razão da pandemia. Às vezes chegava a tirar um balde de água do poço após dois dias de chuva intensa, mas como todos sabem, aqui em Ubachuva, é uma constante. Todo barco entra um pouco de água pelas saídas de adriças, mas era demais. Fui buscar o Peca em casa, chegamos no Lampejo, ajeitamos a adriça, ele amarrou a cadeirinha e lá foi ele escalando tranquilamente enquanto eu apenas caçava a adriça. chegou lá em cima em 2 minutos. 
O mar estava calmo, o dia nublado, sem vento, o que facilitou demais. Ele levou um cabo solteiro por onde ele subia o balde com Sika, estopa embebida em álcool, alicate, etc....
Aproveitei e pedi que ele instalasse meu defletor de radar, amarrasse um fio da luz de cruzeta e claro, lá em cima ele fechasse com Sikaflex o buraco do fio do VHF por onde entrava água segundo ele. O Peca também tirou 3 fotos do tope. Feito isso, terminou tudo em menos de 2 horas de serviço. Antes de 11 horas já retornamos prá terra. 
Agora é esperar a chuva prá ver se funcionou o reparo. Eu creio que sim!! 
Depois eu conto!! 
E, num Lampejo voltaremos!!
Em tempo, o veleiro SWAN III agora é meu vizinho. Bem vindo Hugo!!