PROPOSTA EM UM 'LAMPEJO'

Este Blog tem por finalidade servir como um "Diário de Bordo" do Veleiro Lampejo. Passeios, viagens, velejadas, manutenções e dicas a respeito do barco, um DELTA 26 e sobre a região do Litoral Norte/SP, Paraty, Angra dos Reis, Ilha Grande e Rio de Janeiro.
Assim como no blog anterior veleirogaipava.blogspot.com.br , durante 10 anos, espero que este sirva de estímulo às pessoas que desejam entrar nesse maravilhoso mundo da Vela de Cruzeiro.
Uma ressalva: 'O ministério da Saúde adverte: velejar causa dependência!!'
BONS VENTOS!!

terça-feira, 23 de maio de 2023

DOMINICAL 'SOLO'

 



Veleiro Digo

Foto de Luiz/Veleiro Digo

Foto de Luiz/Veleiro Digo

Amanhecer no Itaguá

Caros tripulantes: no domingo fui novamente prá água dar uma velejadinha doméstica num autêntico 'daycharter'. Fui de botinho para o barco.
Zarpei solo 10 h com Yanmar ligado no Neutro e vela Mestra em cima.Logo desliguei o motor, abri a Genoa e segui. O vento era uma leve brisa de SE suficiente para sair dentre os barcos como quem vai para o Perequê Açu. Muitas escunas e lanchas também saíam para aproveitar o dia de céu azul, com nebulosidade típica dos dias de outono e mar ainda com ondulação.
Fui saindo da enseada bordejando até chegar em Itamambuca onde a ondulação era bem maior, com algum SWELL vindo de longe já que o tamanho passava de 2 metros e que vinha vez ou outra. Via-se ao longe alguns veleiros zarpando também deixando nosso 'quintal encantado' mais bonito. Como o vento era uma merreca, não passando de 4/5 knots cambei e voltei pra enseada onde protegido da Ponta Grossa havia pouca ondulação e por ali fiquei.


Em dado momento coloquei o Lampejo 'na capa' para urinar dos estais, depois comer alguma coisa com o barco parado. 30' depois voltei a velejar. 
Essa velejada preguiçosa foi até as 15 h quando voltei prá poita e resolvi pernoitar. A noite prometia frio.
Balançou bastante durante a noite. Ainda a rebarba de alguns dias atrás, mas acabei dormindo. O nascer do sol foi sensacional e como estamos no outono o sol nasceu por detrás do Prumirim e não por trás do Morro da encosta como no verão. A Natureza dando uma aula. Só não vê quem não quer!! Solstício, equinócio, marés de sizígia, quadratura, convés seco, molhado, entardecer ou amanhecer 'vermelhos' , swell.... cada fenômeno trás um ensinamento.
Velejei 14 milhas náuticas.
E num Lampejo voltaremos!! 

quarta-feira, 17 de maio de 2023

VELEJADA DE OUTONO - RONALDO E DANI



 Caros tripulantes, Lampejo velejando num dia lindo de outono, dessa vez tendo como tripulantes o casal Ronaldo e Daniela que vieram de São Paulo, já velejadores da querida Guarapiranga, com sonho de trocar a água doce pela salgada!! 


Fui logo cedo para o barco preparar tudo e 9 horas eles chegaram. Feitas as explicações de rotina e apresentando a eles o Delta 26, largamos a poita com Mestra em cima e Yanmar no Neutro para qualquer eventualidade. Ventava pouco mas o suficiente para sair por entre as embarcações e depois de alguns minutos desligamos o motor, abrimos a Genoa e fomos saindo da baía deslizando suavemente num mar liso, lindo, com céu azul, alguns pesqueiros e escunas pela proa. Rapidamente abrimos o 'boteco' e entre um assunto e outro, 'molhávamos a palavra' afinal  'não se faz amigos bebendo leite'....






O Lampejo com o Ronaldo no leme velejava num vento de SE, SW, ESE, NW, rondando bastante, coisa incomum por aqui, mas os bordos e jaibes fluíam tranquilamente com ventos de 5, 6, 7 nós de início. E assim fomos indo e decidimos fundear à vela no Cedro, o que fizemos após diversos bordos já que o vento rondava bastante. 





A Daniela trazia para o cockpit além das latinhas de Heineken Guaca mole, Doritos, salaminho e assim ficamos ali aproveitando o dia, o lugar e a companhia. Aliás eles têm já nas veias o espirito velejador onde o caminho é mais importante que o destino. 
Suspendemos a âncora e com vela Mestra em cima e Ronaldo no leme fomos saindo à vela prá fora do Saco do Cedro quando já notamos uma mudança repentina no mar, que agora já encrespara e com alguns carneirinhos indicando que a frente chegaria a qualquer momento. Inclusive um barco de pesca se aproximou prá avisar que em Santos já tinha chegado o mau tempo. De início pensei que iria reclamar da nossa proximidade já que puxava camarão com uma extensa rede nos tangones, mas na verdade era uma alma boa a nos alertar apenas. Agradecemos e avisamos que estávamos cientes e assim prosseguimos já com ventos de 13/15 nós pela proa (o Lampejo fez quase 6 nós de velocidade com a valuma deixando escapar potência propositalmente), com alguns borrifos,  rumo Perequê e depois de um bordo, fechamos a Genoa, ligamos o motor e baixamos a mestra, nessa ordem.


 Sempre gosto de fazer funcionar motor, reversor, rabeta para evitar surpresas, passamos pelo Caisão e fomos prá poita pegando de primeira. 


Iniciamos a arrumação toda, com plena participação deles que se mostraram excelentes tripulantes, curiosos, participativos e interessados. Obrigado aos dois pela companhia, pelo carinho e pelos vídeos!! 
Como na ida, precisamos de duas viagens no botinho para a volta também e a Maria já nos esperava no Carlão.
Foram aproximadamente 5 h. de velejada e 15 MN navegadas pela média de velocidade. 
E, num Lampejo voltaremos!! 

terça-feira, 25 de abril de 2023

NAOMY/ANECY NOVAS TRIPULANTES

 

Caros tripulantes: segunda feira é dia útil e prá mim dia útil é dia de velejar!! Então, Naomy veio de Sampa e sua irmã Anecy de Dublin, capital da Irlanda. Combinamos os detalhes e 10h elas foram prá prainha da Fábrica de gelo e eu fui buscá-las de bote. Consegui levar as duas ao mesmo tempo, já que meu bote inflável é como um filme de terror: a gente nunca sabe como termina a viagem.... Elas usaram coletes, mas o mar calmo e liso ajudou bem. A bordo, na cabine, mostrei como tudo funcionava e elas me perguntavam as coisas com muita curiosidade.

Zarpamos rapidamente com motor ligado no Neutro e vela Mestra em cima (aliás, içada pela Anecy). O vento era constante, 6 knots de SE e assim fomos indo entre as outras embarcações. Deixei o motor funcionar por mais alguns poucos minutos, desliguei e abri a Genoa ocasião em que o barco adernou um pouquinho e fomos saindo da enseada sem destino e explicando o funcionamento de tudo. Naomy ficou no leme por certo tempo. 





 Então, ela deu uma mareada típica e eu já prevendo o inevitável, dei o balde e ensinei como usar. Ela acabou vomitando algumas vezes, mas nada demais e suportou bem o passeio. Resolvemos fundear para um mergulho perto da Praia do Cedro com água cristalina e tranquila , o que fizemos na vela. Lampejo fundeado, passei algumas orientações e lá foram elas dar um tchibum!!


 Em seguida 'suspendemos' e saímos na vela até fora da baía onde avistamos a Ilha Anchieta e Rapada, ocasião em que cambamos e iniciamos o retorno. Em certa altura, liguei o Yanmar e adiantamos nosso regresso.




Pegamos a poita por volta de 15 h. no motor, tudo registrado gentilmente pelo Adir que estava zarpando com amigos. Navegamos 8 MN.

E, num Lampejo voltaremos!! 


sábado, 22 de abril de 2023

USANDO A GENNAKER E A TRAQUITANA




Caros tripulantes: ontem foi dia de usar a Gennaker e a traquitana que fiz para usar no punho de proa do Lampejo.
Esse dispositivo substitui um Gurupés que é um pequeno mastro de pro para subir a Vela Balão Assimétrico ou Gennaker. O mais legal é que eu que fiz!! A ideia não é minha, mas a manufatura sim!! 
Funcionou perfeitamente embora alguns ajustes se façam necessários. 






Essa vela sempre é linda e trabalhosa de se usar. Dessa vez o Gustavo foi comigo e me ajudou demais, já que maneja bem o barco, até porque morou no Bolero por bastante tempo.Zarpamos 10:45 h na vela com motor no Neutro. Logo desligamos o Yanmar e velejamos ao saabor dos ventos. 





Na primeira foto vemos um modelo de fabricação americana. Depois nas seguintes vemos o passo a passo que eu fiz, utilizando lona plástica, cola de sapateiro, um cinto velho mas resistente, duas argolas de inox e um pedaço de embalagem de amaciante Confort que peguei na lavanderia.
O resultado foi esse!!



Foi uma velejada deliciosa, com ventos de 5/8 nós de SE, mas constantes com algumas rajadas mais fortes. Usamos muito pouco o Gennaker porque eu estava no sacrifício devido um mau jeito nas costas que me impedia de ficar no convés. Mesmo assim, depois de baixar a Vela, velejamos de Mestra e Genoa, até retornar para poita 15 h.
Navegamos 6 MN. Com velocidade de 6.4 kt , excelente para o dia!!

E, num Lampejo voltaremos!! 

sexta-feira, 7 de abril de 2023

VELEJADA MATUTINA

Caros tripulantes: dessa vez foi uma velejadinha só prá tirar o barco da poita. Fui bem cedinho, peguei meu bote no Carlão, coloquei tudo nele e saí vencendo as ondas já que o mar estava de ressaca.



Pela poita parece tudo tranquilo mas é que estamos cerca de 800 metros da praia. * h. já estava preparando tudo para zarpar solo numa velejadinha singela num dia meio 'assim assim'. 

Esse aí é o friso de madeira que fiz em substituição ao outro original que quebrou quando a tampa do paiol caiu. 

Zarpei 10 h. com Mestra em cima, Yanmar ligado, saindo de popa até safar boia e bote. Motorei por uns 15 minutos, abri a Genoa, desliguei o motor e fui no rumo 90 graus saindo da enseada com ondulação bem grande para o pouco vento de SE. Via mais distante algumas ondas quebrando, o que me fez voltar já que o vento diminuía bem, já chegando em Itamambuca.


Coloquei o Lampejo 'na capa' para comer alguma coisa e arrumar o 'cunningham' que havia se soltado da testa da vela. É um dispositivo elástico para tracionar a Mestra para baixo deixando sua testa uniforme e sem folga.
Feito isso, voltei a velejar sem destino e aproveitando para 'tirar a ferrugem' do velejador. Várias cambadas com Jaibe e com a garantia do Preventer na manobra. Taí uma coisa que veio prá ficar. Talvez eu troque o cabo apenas e coloque outro mais macio e ver o resultado.
Velejei 6 MN. Retornei prá poita 14 h.
E, num Lampejo voltaremos!! 

quinta-feira, 23 de março de 2023

TROCA DAS VIGIAS

 

Retirada do friso do paiol.


Caros tripulantes: novas melhorias se fazem necessárias no Lampejo. Dessa vez foi a troca das vigias da cabine, já que as anteriores estavam craqueladas e nada se enxergava. Não posso dizer que é só estética, mas segurança também já que agora de dentro da cabine se vê 360 graus. 

O Rodolfo esteve no início do mês para a retirada das vigias antigas (ele tapa os espaços vazios das vigias retiradas com plástico de saco de ração) e agora, ontem, veio instalar as novas com Policarbonato fumê de 6mm. Trabalho caprichado e árduo sob um sol de 40 graus C. tendo um ventinho constante para amenizar. 

Foi tanto Sikaflex que ele usou uma pistola elétrica.





Muita bagunça a bordo. Fui na terça e pernoitei a bordo prá facilitar. Rodolfo chegou cedo e fui buscá-lo na prainha. Ele não parou nem para almoçar. Pauleira o dia inteiro. Não pude ajudar muito, já que é um trabalho artesanal.



Rodolfo da NautilusBoat trabalhou das 9 h. até as 17 h. ininterruptamente, mostrando profissionalismo e 'raça'. Ficou muito bem feito o trabalho. 

Investimento: R$3.000.

E, num Lampejo voltaremos!!

sexta-feira, 3 de março de 2023

MARINHEIRO NOVO A BORDO: GILSON

 

Caros tripulantes: dia 28/fevereiro veio velejar pela primeira vez o Gilson que não conhecia mas através do grupo de vela do Itaguá, manifestou sua vontade de dar 'uns bordos'. Combinamos de ir na terça, a previsão era meio incerta e foi bem pior do que se mostrava nos apps de meteorologia. 

Peguei o Gilson na prainha da fábrica de gelo de botinho e com o Lampejo já preparado, subi a Mestra, liguei o Yanmar e após breves considerações, lá fomos nós para sua estréia na Vela.


Zarpamos por volta de 10 h. com um ventinho SE de uns 8 nós e fomos saindo de nossa enseada rumo 90 graus na agulha.Logo desliguei o motor e abri a Genoa. O Lampejo deslizava suavemente e adernava um pouco.  Dei alguns bordos afim de explicar como funciona tudo, fomos indo mas já vendo algumas nuvens mais pesadas indicando um temporal. 






Abrimos o boteco a bordo, afinal 'molhar a palavra' faz parte, com responsabilidade, inclusive regulei as velas e o Lampejo velejava sozinho e num dado momento já no través de Itamambuca, dei um bordo e iniciei a volta porque o tempo fechou de vez.



Pegamos a poita 'de prima',por volta de 13 h.  motorando, aí ficamos no papo de popa no cockpit e depois na cabine, já que desabou um temporal que há muito não presenciava a bordo. Mais chuva do que vento, apesar de o mar crescer um pouco também. E assim ficamos por umas 3 h. Descobri que minhas vigias da cabine estão pingando e agora é esperar o Rodolfo vir fazer a troca delas e cessar esse problema. De resto o Lampejo portou-se super bem, quando deu uma diminuída na chuva levei o Gilson de volta até a prainha e prá batizar, ele ao descer do bote deu um 'tchibum' lavando a alma....Celular devidamente guardado e chave do carro idem, só restaram as risadas e a impressão que ele gostou. 

Navegamos por volta de 7 milhas náuticas. 

E, num Lampejo voltaremos!! Obrigado pelo vinho e pela companhia!!