PROPOSTA EM UM 'LAMPEJO'

Este Blog tem por finalidade servir como um "Diário de Bordo" do Veleiro Lampejo. Passeios, viagens, velejadas, manutenções e dicas a respeito do barco, um DELTA 26 e sobre a região do Litoral Norte/SP, Paraty, Angra dos Reis, Ilha Grande e Rio de Janeiro.
Assim como no blog anterior veleirogaipava.blogspot.com.br , durante 10 anos, espero que este sirva de estímulo às pessoas que desejam entrar nesse maravilhoso mundo da Vela de Cruzeiro.
Uma ressalva: 'O ministério da Saúde adverte: velejar causa dependência!!'
BONS VENTOS!!

terça-feira, 15 de agosto de 2023

ALEIXO BELOV - CONHECENDO UMA LENDA!!

 Caros tripulantes: Estávamos em Salvador BA no sábado 12/agosto  , Lucas, Manuela, Maria e eu, comendo caranguejo e Lambreta,  quando então chegou o Ireudo, amigo de Lucas, e aí papo vai, papo vem, ele gentilmente nos levou por iniciativa própria, conhecer o Museu Aleixo Belov. Manuela quis ir junto. Achei super legal!!

Para nossa surpresa e sorte, ele estava em tarde de autógrafos do seu livro 'Passagem Noroeste'. O Museu é super bem pensado, o seu barco Três Marias com o qual ele deu 3 voltas ao mundo em solitário estava lá exposto, além de fotos e diversas peças e a história dele e de seu atual barco o Fraternidade com o qual ele fez a expedição acima citada!!







Agradeço demais ao Ireudo pela iniciativa e extrema boa vontade!! 

E, num Lampejo voltaremos!! 

ENORA E PÉ DO MASTRO

Caros tripulantes: essa é uma postagem que não me orgulho de fazer, já que trata-se de uma Gambiarra, mas como não havia tempo, fiz.... A enora tem 'feito' água, justamente pelo pé do mastro e vou fazer uma proteção com lona acrílica mas deve ser feita sob medida. Recorri a essa manta de acabamento de calha e o resultado digo mais tarde, após as chuvas já que o Lampejo está invernando por um mês.




Vai que funciona ........ e num Lampejo voltaremos!!

sábado, 15 de julho de 2023

CICLONE

 Caros tripulantes: dia 12 a previsão do tempo indicava um Ciclone vindo do Sul do Brasil e subia a costa rapidamente. Marinha do Brasil emitia diversos avisos alertando a respeito e que o litoral do Sudeste também seria atingido por ondas de até 4 metros e ventos de 50 nós.

De fato essa previsão se confirmou e prá nós aqui um pouco menos que em SC e RS, mas mesmo assim bem severo. Fui pro Lampejo sozinho na quarta por volta de 12 h. e de cara tomei um belo caldo no bote.


Aí tive o trabalho de esvaziar o bote, tirar o Mercury e colocar o motor no suporte, pois ele facilmente iria capotar se o deixasse lá. 


Feito isso, comecei a me preparar para o pior, esperando pelo melhor. O vento na quarta já era mais forte que o normal, inclusive rondando 360 graus em todos os quadrantes. 



Assim que cheguei já zerei o Barômetro afim de monitorar esse instrumento que é um verdadeiro oráculo de navegação, apontando para 1020 hpa (hectopascal). O Papo de Popa estava lá quietinho.... por enquanto.


A noite foi tranquila demais para meu gosto. e comi frutos do mar (sardinha em lata) e deitei e a cada rajada levantava prá ver lá fora,  até que pela manhã, vi o Barômetro de novo que despencou, chegando em 1015 hpa, descendo cinco pontos, indicando que vinha mau tempo mesmo.


Então tirei do paiol e preparei uma segunda âncora que deixo no cockpit e passo a ponta da amarra por fora do costado de Boreste e prendo no cunho de proa.. Caso o cabo da poita se rompa, lanço essa âncora pelo costado aí corro na proa e lanço a principal e depois rezo....



Então por volta de 10:30 h começou o show. Alguns poucos comandantes ficaram em suas embarcações. Eu, Gian, Milko, entre outros das escunas e pesqueiros.





De repente vejo passar o Papo de Popa do meu querido e finado amigo Hermes. Não havia o que eu fazer, a não ser dar o alerta no grupo. Por sorte o Gian que tinha ido até a praia chamou o Leandro que por sorte estava lá e pegou o bote do Gordinho que por sorte estava na praia e foram buscar o barco que por sorte já tinha batido num pesqueiro e os pescadores o resgataram.


Foi muito forte o vento que era NW com rajadas de 40 nós sendo o pior que tem nessas condições já que viramos 'fundo de baía' e a ondulação quebrada fazia as embarcações galoparem por horas e horas, durante a noite e no dia seguinte também. Foi um exercício de paciência, resistência e companheirismo.


Café da manhã, sol e adivinha? Ventos fortes de novo mas agora de SW que judia menos dos barcos.Já estava exausto comecei a arrumação do Lampejo que junto do conjunto poita, cabo, ferragens aguentou super bem. Por volta de 11 h retornei pra casa, tomei banho e dormi.
E, num Lampejo voltaremos!! Com bom tempo espero!!


sexta-feira, 23 de junho de 2023

VELEJANDO NO SOLSTÍCIO DE INVERNO

 

Caros tripulantes: nem bem iniciou o inverno em pleno solstício de inverno, quando o Sol incide de maneira desigual sobre o nosso planeta água, devido a inclinação de 23,5 graus da Terra e lá fomos nós dar uma velejada dessa vez com tripulação.

Douglas, amigo do Adir veio conhecer o Lampejo e claro dar um passeio pelo nosso quintal encantado.Fiquei uns 20 minutos na cabine mostrando todos os equipamentos do Lampejo. Barco arrumado, pronto prá zarpar, largamos a poita na vela, nem o motor ligamos, já que existia uma brisa fresca que assim nos permitia. Mestra em cima, fomos saindo da sombra do morro por entre outras embarcações, logo abrimos a Genoa e barco adernado, alguma ondulação maior que o normal, swell, e muitas explicações de como tudo funciona, princípios da vela e do vento e assim fomos indo...

O vento era SE como de hábito de uns 8 nós constantes.







Douglas absorvia tudo e interessado perguntava também. Foram diversos bordos, jaibes, orça, alheta, través, capa, asa de pombo ou seja, todas as mareações possíveis numa velejada.

Fizemos um lanche com empanadas gentilmente trazidas pelo Douglas, muito boas por sinal, dignas de um 'Chef' que ele é. 

Foram quase 4 horas velejando. Retornamos 15 h. prá poita, arrumamos tudo e fomos embora!! 

Navegamos aproximadamente 12 milhas náuticas. Obrigado pela companhia Douglas!! 





E, num Lampejo voltaremos!! 

segunda-feira, 19 de junho de 2023

DOCE ROTINA _/).... _/)....

 





Caros tripulantes: mais um domingo de velejada solo no nosso 'quintal encantado' chamado Itaguá. Fico aborrecido quando vejo as pessoas iniciando na vela falando em 'volta ao mundo'. Cada um tem os seus sonhos e deve ir adiante, mas a felicidade mora ao lado. Primeiro veleje de Santos até a Baía da Guanabara. Depois comece a pensar em ir mais longe!!

A previsão era de sol, 11 graus de temperatura, ventinho de 10 nós com rajadas, mar com ondulação grande (essa não se confirmou!!). Fui logo cedo pegar o botinho e assim que cheguei no Lampejo comecei a preparar o barco para zarpar solo 10 h. com Mestra em cima, motorando por uns 10' e abrir a Genoa e deslizar por um mar tranquilo, sem grande ondulação, mas meio 'picado'. Algumas embarcações e redes pelo caminho mas nada prá se preocupar. O vento era ESE de uns 7 nós com algumas rajadas mais fortes. E rondando de S a L.

Muitos peixes saltando fora d'água e até um pequeno peixe voador cruzou a proa naquele vôo rasante  característico. Cheguei até Itamambuca , cambei e iniciei a volta prá enseada onde havia um vento mais fresco potencializado pelas montanhas, o que já é próprio da região. E assim fiquei indo e voltando com bordos e jaibes prá ajustar as velas ao vento. Retornei prá poita 14 h. fechei tudo e voltei prá casa feliz e cansado.

Doce rotina!!

Navegamos 14 milhas náuticas. 

E, num Lampejo voltaremos!! 





segunda-feira, 5 de junho de 2023

DOMINGO SIM DOMINGO TAMBÉM!!

Caros tripulantes: ontem foi dia de velejar de novo. Dia lindo de outono, céu azul, temperatura entre 15 e 23 graus Celsius, ou seja friozinho.... Ventos de 5 a 8 nós de SE e lá fui eu solo de novo. Cada vez mais me agrada esse tipo de velejada. Se às vezes falta um tripulante prá dar aquela força, por outro lado, vamos nos especializando em deixar tudo ok no barco para justamente fazer tudo sozinho e em segurança. Acaba acostumando.
Zarpei por volta de 10 h. com Mestra em cima, Yanmar no Neutro e saindo à vela por entre os barcos num mar liso e com pouco vento. Alegria por ver o RAM entralhando suas velas e voltando à vida novamente.



 Assim fui saindo da enseada bordejando e aproveitando o dia. Lampejo se comportava muito bem, adernando um pouquinho e ganhando as pequenas ondulações que tornavam a velejada prazerosa. Muitas lanchas, escunas, jets e melhor: nenhuma rede de pesca pelo caminho. Cheguei até o través de Itamambuca e iniciei a volta aproveitando a maré enchendo.

Já dentro da enseada, 'tercei mastros' com o Veleiro RAM, um atoll 23 que trocou de dono recentemente e está de novo na água que é o seu lugar!!Peguei a poita 15 h motorando, arrumei toda tralha e ainda dei reboque para o Gian no bote dele que estava sem gasolina. Acontece....
Velejei 15 MN aproximadamente.
E num Lampejo voltaremos!!

terça-feira, 23 de maio de 2023

DOMINICAL 'SOLO'

 



Veleiro Digo

Foto de Luiz/Veleiro Digo

Foto de Luiz/Veleiro Digo

Amanhecer no Itaguá

Caros tripulantes: no domingo fui novamente prá água dar uma velejadinha doméstica num autêntico 'daycharter'. Fui de botinho para o barco.
Zarpei solo 10 h com Yanmar ligado no Neutro e vela Mestra em cima.Logo desliguei o motor, abri a Genoa e segui. O vento era uma leve brisa de SE suficiente para sair dentre os barcos como quem vai para o Perequê Açu. Muitas escunas e lanchas também saíam para aproveitar o dia de céu azul, com nebulosidade típica dos dias de outono e mar ainda com ondulação.
Fui saindo da enseada bordejando até chegar em Itamambuca onde a ondulação era bem maior, com algum SWELL vindo de longe já que o tamanho passava de 2 metros e que vinha vez ou outra. Via-se ao longe alguns veleiros zarpando também deixando nosso 'quintal encantado' mais bonito. Como o vento era uma merreca, não passando de 4/5 knots cambei e voltei pra enseada onde protegido da Ponta Grossa havia pouca ondulação e por ali fiquei.


Em dado momento coloquei o Lampejo 'na capa' para urinar dos estais, depois comer alguma coisa com o barco parado. 30' depois voltei a velejar. 
Essa velejada preguiçosa foi até as 15 h quando voltei prá poita e resolvi pernoitar. A noite prometia frio.
Balançou bastante durante a noite. Ainda a rebarba de alguns dias atrás, mas acabei dormindo. O nascer do sol foi sensacional e como estamos no outono o sol nasceu por detrás do Prumirim e não por trás do Morro da encosta como no verão. A Natureza dando uma aula. Só não vê quem não quer!! Solstício, equinócio, marés de sizígia, quadratura, convés seco, molhado, entardecer ou amanhecer 'vermelhos' , swell.... cada fenômeno trás um ensinamento.
Velejei 14 milhas náuticas.
E num Lampejo voltaremos!! 

quarta-feira, 17 de maio de 2023

VELEJADA DE OUTONO - RONALDO E DANI



 Caros tripulantes, Lampejo velejando num dia lindo de outono, dessa vez tendo como tripulantes o casal Ronaldo e Daniela que vieram de São Paulo, já velejadores da querida Guarapiranga, com sonho de trocar a água doce pela salgada!! 


Fui logo cedo para o barco preparar tudo e 9 horas eles chegaram. Feitas as explicações de rotina e apresentando a eles o Delta 26, largamos a poita com Mestra em cima e Yanmar no Neutro para qualquer eventualidade. Ventava pouco mas o suficiente para sair por entre as embarcações e depois de alguns minutos desligamos o motor, abrimos a Genoa e fomos saindo da baía deslizando suavemente num mar liso, lindo, com céu azul, alguns pesqueiros e escunas pela proa. Rapidamente abrimos o 'boteco' e entre um assunto e outro, 'molhávamos a palavra' afinal  'não se faz amigos bebendo leite'....






O Lampejo com o Ronaldo no leme velejava num vento de SE, SW, ESE, NW, rondando bastante, coisa incomum por aqui, mas os bordos e jaibes fluíam tranquilamente com ventos de 5, 6, 7 nós de início. E assim fomos indo e decidimos fundear à vela no Cedro, o que fizemos após diversos bordos já que o vento rondava bastante. 





A Daniela trazia para o cockpit além das latinhas de Heineken Guaca mole, Doritos, salaminho e assim ficamos ali aproveitando o dia, o lugar e a companhia. Aliás eles têm já nas veias o espirito velejador onde o caminho é mais importante que o destino. 
Suspendemos a âncora e com vela Mestra em cima e Ronaldo no leme fomos saindo à vela prá fora do Saco do Cedro quando já notamos uma mudança repentina no mar, que agora já encrespara e com alguns carneirinhos indicando que a frente chegaria a qualquer momento. Inclusive um barco de pesca se aproximou prá avisar que em Santos já tinha chegado o mau tempo. De início pensei que iria reclamar da nossa proximidade já que puxava camarão com uma extensa rede nos tangones, mas na verdade era uma alma boa a nos alertar apenas. Agradecemos e avisamos que estávamos cientes e assim prosseguimos já com ventos de 13/15 nós pela proa (o Lampejo fez quase 6 nós de velocidade com a valuma deixando escapar potência propositalmente), com alguns borrifos,  rumo Perequê e depois de um bordo, fechamos a Genoa, ligamos o motor e baixamos a mestra, nessa ordem.


 Sempre gosto de fazer funcionar motor, reversor, rabeta para evitar surpresas, passamos pelo Caisão e fomos prá poita pegando de primeira. 


Iniciamos a arrumação toda, com plena participação deles que se mostraram excelentes tripulantes, curiosos, participativos e interessados. Obrigado aos dois pela companhia, pelo carinho e pelos vídeos!! 
Como na ida, precisamos de duas viagens no botinho para a volta também e a Maria já nos esperava no Carlão.
Foram aproximadamente 5 h. de velejada e 15 MN navegadas pela média de velocidade. 
E, num Lampejo voltaremos!!