Caros tripulantes: faz tempo que tenho o material necessário para a confecção de espias novas, ou como se diz na gíria náutica , as mãos de cabra que prendem o cabo da poita aos cunhos de proa.
Caros tripulantes: último dia de setembro consegui dar uma velejadinha pelo Itaguá. Fui cedinho e logo o barco estava pronto. Queria ver se as espículas instaladas na cruzeta iriam atrapalhar ou até rasgar a vela Mestra.
Zarpei 9:45 h com Mestra em cima e Yanmar no Neutro. Vento aumentando e mar com 1 metro de ondulação. Larguei a poita e fui saindo no pano. Safei os barcos e dei avante pra funcionar o conjunto motor/transmissão. Logo desliguei o motor, abri a Genoa e comecei a velejar saindo rapidamente da baía. O vento era de 8 nós de SE. No través de Itamambuca cambei e iniciei o retorno com vento de alheta. Na orça e no través mal encostava nas espículas mas na alheta sim, o que vai me obrigar a cortas as pontas voltadas para trás ou fazer um reforço na vela na altura da cruzeta. Contudo, funcionou e os Atobás não pousam mais pra usar o Lampejo de banheiro público.
Também instalei um case pra guardar celular e um suporte pra latinhas.
O Marcos Vitureira fez alguns adesivos que logo serão fixados no barco. Ficaram muito bons!! A velejada transcorreu bem, eu que apanhei na hora dos Jaibes com o vento mais forte e por diversas vezes me enrolei todo. O braço esquerdo ainda está doendo muito e fazer as manobras assim é bem complicado…
E num Lampejo voltaremos!!
As embarcações no Itaguá têm sofrido muito com o cocô das aves como gaivotas, biguás, atobás , mergulhões , socós, etc… já que a comunidade pesqueira cresceu muito e os descartes principalmente dos que fazem arrasto de camarão com seus tangones e redes que capturam tudo, são feitos em nossa enseada o que atrai todas essas aves em busca de alimento e consequentemente fazem cocô num verdadeiro bombardeio aéreo e pior, pousam no convés , nas cruzetas do mastro (aí é o pior), nos biminis, no painel solar, no cockpit deixando toda sorte de dejetos fedidos, restos de peixes e até pequenos crustáceos.
Comprei capa (lona vinilica) e outra capa e mais uma terceira capa, que protegem mas que precisam ser limpas senão fica insuportável dobrar e guardar na cabine. O odor é nauseabundo.
Aí achei no ML as espículas que são pedaços de 30 cm com pontas de todo lado em plástico injetado ou similar que são usados em prédios contra as pombas. Comprei e o Peca subiu no mastro para instalar. Fixamos com “enforca gato” e se por acaso soltarem aí vamos fixar com parafusos passantes e porca auto travante. Parece que funcionou. Só o tempo poderá dizer. Está insuportável essa situação. Bora rezar!!!
O Peca ainda realizou uma inspeção no tope do mastro, nos estais, brandais, amantilho e recolocou o defletor de radar.
Investimento:
espículas: R$70
Mão de obra : R$300
E num Lampejo voltaremos!! Sem cocô de ave!!!
Caros tripulantes: essa é a “continha” da subida do Lampejo para fazer a pintura venenosa e demais manutenções. O “Jaque” sempre se faz presente e vai engordando o custo de toda a operação. Fora aquelas pequenas despesas que nem estão computadas.
Verdade também que fiz algumas coisas que já deveria ter feito na subida em 2022 e agora acumulou, como troca da bucha do leme, polir e encerar casco e convés . Importante também foi a colocação do aro de fibra em volta da guarnição de borracha da rabeta. Ficou ótimo .
Eita brinquedo caro….. mas para navegar em segurança vale tudo. Vejo cada absurdo por aí por falta de manutenção, falta de dinheiro, relaxo do proprietário do barco…. Mas aí cada um sabe de si.
Nova subida só em 2027.
Como diz o ditado: “ veleiro é um pedaço de fibra cercado de água por todos os lados onde você joga todo seu dinheiro dentro”…
Ao entrar na enseada o vento deu uma melhorada e desligamos o motor e velejamos um pouquinho. Por volta de 14:30 h pegamos a poita, arrumamos o barco e fomos pra casa. Navegamos por volta de 13 Mn . Novidade é a capa verde pra proteger o cockpit das gaivotas….
Caros tripulantes: Ontem 18/agosto foi dia de descer o barco para o mar que é seu lugar. Barco fora da água cria raiz.....O motor ainda estava sem seu habitáculo montado, porque talvez necessitasse mexer no relê de partida que quebrou sua base enquanto o Rafael mecânico tentava trocar o anodo interno da rabeta. Fez uma gambiarra que assim que possível será substituída pelo relê original que já está comprado,
O Rafael veio de voadeira e viu o Lampejo descer a rampa e ser rebocado até uma poita onde vai permanecer até quarta dia 20, quando o traremos de volta para o Itaguá.
A descida ocorreu sem problemas, apenas uma tensão natural já que existe o risco do barco atravessar sobre a carreta, o que não aconteceu. Trabalham nessa faina diretamente 8 pessoas, sendo que um é o mergulhador, MIKE que direciona o barco prá fora da carreta. Outro é o tratorista. Um no bote para rebocar. Mais 5 pessoas com cabos de amarração e lanças rígidas afastando o barco dos muros de pedra.
Lampejo na poita, Rafael no barco, abrimos o filtro de água salgada e o registro que foi trocado. Logo o filtro se encheu, foi fechado, eu dei na partida e o Yanmar pegou de primeira mas ainda com o sensor de bateria apitando sem parar. Engatamos a marcha avante e ré. Tudo funcionou bem!! Fechamos o habitáculo e o rafael foi embora!!
Levei o Lampejo dia 6/8 prá Kauai junto com o Adir do veleiro O Servo.
Barco subiu a rampa dia 11/8 comigo solo. Tudo bem.
Barco desceu a rampa dia 18/8 12 h e foi prá poita ao lado do veleiro Gemini. Previsão de retorno ao Itaguá dia dia 20/8.
Custos de todo processo no próximo post.
Tudo feito com muito profissionalismo!!!
E, quando acontece do barco atravessar o pessoal atua com rapidez utilizando essas lanças compridas . Isso aconteceu pouco antes do Lampejo descer a rampa.
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| Cuidado extremo pra não danificar nada. |
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| Engrenagem da rabeta retirada para manutenção preventiva. |
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| Rabeta sem as engrenagens. |
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| Leme retirado para inspeção. |
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| Registro niple e flange. Novo e velho. |
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| Bucha do leme. |
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| Buchas novas do leme. |
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| Registro do motor, niple e flange trocados. |
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| Ponta da pá do leme laminada. |
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| Parte do material. |
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| Barco na poita da Kauai. |
Caros tripulantes: barco na poita da Kauai esperando o dia da 'lingada" (subida na rampa) para começar os trabalhos de raspagem do casco, aplicação do primer Vinyl bronze da International.
Depois pintura venenosa (2 galões) com várias demãos no casco, quilha, leme.
Também faremos a aplicação de cera e polimento do casco e convés.
Um registro (do motor) de entrada de água do motor será trocado com niple (espigão) e a flange (passa casco) novos.
Faremos a troca dos anodos de sacrifício do hélice, da rabeta, troca de óleo da rabeta, orings e retentores da rabeta. Troca do borrachão e instalação de um aro sobre o mesmo.
Chegou a hora de mexer nas buchas do leme que estavam com uma folga de 2mm suficiente para um 'cloc cloc' muito chato e preocupante.
Laminação da ponta do leme que sofreu pequeno dano.
Para esses serviços contratamos a Marina Kauai no Saco Ribeira em Ubatuba, Marquinhos Pintor (será seu 4o. serviço pra mim), Rafael mecânico, Giba torneiro que fará as buchas e demais prestadores de serviço. funcionários.
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| Mergulhador que encarreta o barco . |
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| Rabeta e hélice Gori. |
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| Rabeta após sair da água. |
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| Leme retirado. |
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| ponta da cana do leme em bronze. |
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| Porca que segura o leme. |
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| Bucha do leme de celeron antiga. |
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| Barco suspenso por cavaletes na popa e na proa permitindo a pintura no casco livremente. |
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| Junção do eixo com a pá do leme. |
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| Ponta do eixo do leme. |
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| Buchas depois de 3 anos. |
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| Preparando as buchas de cima. |
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| Aro sendo preparado para instalação sobre o borrachão. |
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| Rabeta e aro fibra fixados segurando borrachão. Anôdos trocados. |
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| Relê de partida que sofreu uma avaria e foi fixado provisoriamente. |
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| Latas vazias 2 Tintas aplicadas e 1 primer |