PROPOSTA EM UM 'LAMPEJO'

Este Blog tem por finalidade servir como um "Diário de Bordo" do Veleiro Lampejo. Passeios, viagens, velejadas, manutenções e dicas a respeito do barco, um DELTA 26 e sobre a região do Litoral Norte/SP, Paraty, Angra dos Reis, Ilha Grande e Rio de Janeiro.
Assim como no blog anterior veleirogaipava.blogspot.com.br , durante 10 anos, espero que este sirva de estímulo às pessoas que desejam entrar nesse maravilhoso mundo da Vela de Cruzeiro.
Uma ressalva: 'O ministério da Saúde adverte: velejar causa dependência!!'
BONS VENTOS!!

sexta-feira, 12 de junho de 2020

AFINANDO O BARCO

Caros Tripulantes: essa pandemia tem atrapalhado sobremaneira alguns reparos no Lampejo, mas como reclamar se tem gente morrendo...e muita gente!!
Então vamos 'tocando o barco' literalmente. Na verdade não são reparos mas sim verificações no fogão, mangueiras, banco de baterias, instalação do Chartplotter Lowrance e painel solar.
De resto, o Lampejo vai bem e nada disso impede a navegação e isso é o mais importante para ir conhecendo melhor o barco.
Fui na terça feira 7 horas carregando toda tralha para alguns pernoites. A previsão era razoável e também não iria longe.










E assim foi feito. Largamos a poita 10 h. com ventinho de uns 8 nós,rondando de SE a L, Mestra em cima e Yanmar funcionando. Logo desliguei o motor e abri a Genoa e o Lampejo deslizava suavemente num dia de sol e mar sem ondas. Velejada agradável e que me permitiu vários bordos e jaibes para ir me acostumando a um leme e casco diferentes do Gaipava. Vejo que o leme responde bem mais rápido e se bobear, dou um 360*  involuntário. Aliás, repeti essa manobra algumas vezes, assim como 'capear' para um lanchinho a bordo.
Dois veleiros passaram por mim, um deles o Gian do Atol das Rocas dando aula e outro que foi para Barra Seca e não consegui visualizar.

Retornei para poita 15 h. e fui relaxar ainda mais com meu cachimbo e uma latinha de cerveja. Navegamos 11.8 MN . e fui dormir por volta de 20 h. Noite calma e tranquila.

Dia seguinte o dia amanheceu esquisito, cinza, com rajadas e calmarias estranhas.
Assim mesmo zarpei 11 h. motorando um pouco mais afim de carregar as baterias. Logo o vento deu uma firmada, mas rondava bastante. Velejei o que deu até as 14 horas quando resolvi voltar para poita apos 7 MN navegadas e ficar curtindo o visual.
Ainda tentei fotografar o top do mastro pois pretendo fazer algumas modificações nas adriças e preciso conhecer lá em cima. Mas o dia e a falta de claridade não ajudou.
Tive outro pernoite tranquilo, um pouquinho mais mexido e um raiar do dia maravilhoso.


Mas era hora de voltar prá casa e sem pressa fui arrumando as coisas para sair do barco 13 h..
Naveguei um total de 19 MN.
E num Lampejo voltaremos!!

quinta-feira, 21 de maio de 2020

CATACUMBAS DO PAIOL





















Caros Tripulantes, ontem, 20/maio foi dia de trabalho no Lampejo. Fui 7 horas prá lá, levando água doce para o tanque (20 litros) , porca travante para a retranca e muita disposição para fazer o que precisava ser feito: entrar no paiol de popa e em meio aos fios, cano de descarga, âncoras, cabos e defensas.
De cara já substituí a porca do pino que prende a retranca. Espero não mexer nisso por muito tempo.
coloquei a água doce no tanque e fui para o paiol retirar tudo de dentro. E tinha muita coisa!! Com o paiol quase vazio, avisei em casa que se não desse notícias até o fim do dia, chamassem os Bombeiros para me tirar da Catacumba... porque se entra espremido, vai rastejando até a popa feito uma minhoca e aí tem que se virar de cabeça prá baixo prá pegar a tal da mangueirinha do chuveiro que soltou e caiu ali, não permitindo que se usasse a água do tanque que se perderia inundando o poceto do barco.
Entrei uma primeira vez no paiol para planejar bem e depois entrei com FÉ e consegui pegar a mangueirinha com a mão esquerda, me virando 180graus e passando para mão direita consegui alcançar o habitáculo de onde ela escapou, empurrando devagarinho até que ela saísse por inteiro.
De quebra ainda tirei várias fotos do interior do paiol, inclusive descobri um alto-falante inoperante e desnecessário que foi prontamente retirado após 10 minutos de briga com a 'porquinha' que teimava em não querer sair...mas saiu!! Ufa!!
Devo ter ficado uns 30 minutos lá dentro. Confesso que saí esgotado, mas satisfeito!! Não precisou chamar os Bombeiros!!
Depois, 'já que' estava tudo no cockpit, comecei a dar jeito em tudo, retirando a âncora Danforth cuja única garantia é a ferrugem e mais outras tralhas inúteis que vamos acumulando.
Limpei o nicho do bujão de gás e fiz uma pequena mas necessária gambiarra no chuveirinho até que eu consiga comprar outro. Mas está funcionando e isso é que importa.
Depois entrou uma Lestada bem forte, creio que uns 15 nós e foi difícil até sair com o bote.
Por hoje é só.
E, num Lampejo voltaremos!!
Lestada de 'responsa' no Itaguá
Faina da mangueirinha


quinta-feira, 14 de maio de 2020

UM QUASE ACIDENTE !!


Parafuso que trava a retranca no 'Garlindéu'sem a porca que trava.



Troca de cabos de rizos da 'valuma' e da 'testa' da Mestra

Baterias que serão trocadas









Caros Tripulantes: na terça, 12 de maio, fui ao Lampejo para algumas manutenções que em época de pandemia, são as possíveis de se fazer.
De início, abasteci com óleo diesel o tanque do Lampejo, ficando agora com autonomia de 28 litros o que deve dar umas 20 horas de navegação. Claro, dependendo das condições de vento e mar.
Fiz o Yanmar funcionar durante uns 30'. Tudo ok!!
Aí comecei a trocar os cabos dos 'rizos' da testa e da valuma da vela Mestra.
Faina meio chata de se fazer sozinho, mas consegui. O 'filame' do Lampejo está meio velho e poído. Nada que preocupe, contudo, são de mesma cor, o que dificulta inclusive prá mim, então lá fui eu fazer a troca.
Folguei todo conjunto do 'lazyJack' , emendei cabos velhos nos novos e comecei a puxar daqui, caçar dali, vai no mastro, sobe a mestra inteira, começa a ventar bem nessa hora, solta stopper, morde escota, até que percebi que o parafuso que trava a retranca no GARLINDÉU estava preso por 2 cm .
Prestes a cair. Se estivesse velejando, ele cairia ao dar o primeiro bordo. Isso no mínimo causaria uma vela mestra rasgada e dependendo do vento, consequências mais graves....
De início pensei em substituir por outro mais fino, mas consegui achar uma porca que servia no pino travante e apertei ao modo húngaro.
Pronto para velejar novamente.
Tirei algumas medidas dos 'nichos' onde ficam as baterias de serviço e partida, porque a ideia é trocar essas por outras estacionárias e acrescentar um painel solar para tornar o barco auto suficiente de energia.
E, num Lampejo voltaremos!!